Enquanto o sistema protege quem não precisa, eu tô na rua com quem trabalha.
Meu nome é Danilo Rocha. Sou motorista de aplicativo em Belo Horizonte, quase 6 mil corridas rodadas. Não é bandeira de campanha — é onde eu ganho a minha vida.
Do banco da frente eu escuto o país que ninguém entrevista: o entregador, a diarista, o pequeno comerciante, o servidor cansado, o aposentado que faz conta antes de sair de casa.
- A bet que engole o salário da família antes do dia 10 — e que hoje eu quero ver acabar, não regular.
- As leis inúteis. São mais de 7 milhões de normas editadas desde 88, segundo o IBPT. Ninguém cumpre o que não consegue nem contar.
- Quem trabalha por conta. Motorista, motoboy, autônomo: é quem faz a cidade girar e é quem não tem regra nenhuma que preste.
É a quarta vez que eu me apresento. E é a última. Não é drama — é que uma hora a conta da insistência fecha, e eu prefiro tentar até o fim do que ficar reclamando de fora.
Antes de qualquer coisa, eu quero te conhecer.
Me chama no WhatsApp e me conta só quem você é e o que você faz da vida. Nada além disso.
Depois, se fizer sentido pra você, eu vou querer duas coisas: o seu apoio e a sua cobrança. As duas juntas — uma sem a outra não serve pra nada.
Quem responde sou eu. Pode demorar, mas responde.